Conflitos mal conduzidos em condomínios acendem alerta após crime em Caldas Novas
O assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves, atribuído ao síndico Cléber Rosa de Oliveira, em Caldas Novas, trouxe à tona uma realidade recorrente em muitos condomínios: conflitos mal conduzidos que podem escalar para desfechos extremos. O que teria começado como um desentendimento pontual acabou revelando um ambiente marcado por disputas de poder, falhas na mediação e ausência de mecanismos eficazes para conter a escalada das tensões.
O caso reacendeu o debate sobre os limites da atuação do síndico e o papel da administração condominial na prevenção e na gestão de conflitos de vizinhança.
Daiane Alves foi encontrada morta 42 dias após desaparecer, em uma área de mata no município de Ipameri, no sul de Goiás. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que prendeu Cléber Rosa de Oliveira e o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, suspeitos de participação no crime. As apurações indicam que havia um histórico de conflitos entre a corretora e o síndico, inclusive com registros na esfera judicial. Segundo familiares, a vítima relatava perseguições e agressões verbais e chegou a procurar a polícia após sucessivos desentendimentos.
O advogado especialista em Direito Condominial, Gabriel Barto, explica que conflitos entre moradores e síndicos são comuns, especialmente em condomínios de médio e grande porte e em empreendimentos turísticos. Segundo ele, o próprio modelo de convivência favorece o surgimento de atritos.
fonte: https://ohoje.com/2026/01/30/conflitos-em-condominios-apos-crime/